8 de jul de 2013

O esquema do combustível

A corrupção é um dos grandes males que afetam o poder público, principalmente o municipal. E também pode ser apontada como uma das causas decisivas da pobreza das cidades e do país.
Criam-se instrumentos para dar à corrupção aspectos de legitimidade,  métodos mais ou menos padronizados e utilizados com uma certa regularidade nas prefeituras dirigidas por administradores corruptos.
Não é raro ouvir que houve suspeita de fraude, desvio do dinheiro público em esquema de cartel. Entre os envolvidos estão secretários de governo, assessores do prefeito, vereadores etc. 
Quando o cartel envolve frota de carros públicos, entram em cena, postos de combustíveis e frentistas.


Em Cachoeira Paulista, na Operação designada Pit Stop, com o valor gasto pela prefeitura, com combustível, cada um dos 30 veículos oficiais teria percorrido cerca 1.200 quilômetros diários.
Segundo dados polícia, a Prefeitura gastou, em média, 3,3 milhões/mês para manter em circulação uma frota oficial de 30 veículos.


A Polícia Federal apurou que os carros da prefeitura eram abastecidos em uma bomba diferente do posto alvo da investigação.

O litro da gasolina era comercializado por R$ 3,009 – valor mais caro que o praticado nas demais bombas, de R$ 2,60.




Outro caso envolvendo esquema de transporte é a prefeitura de Nova Friburgo (RJ) após a tragédia das chuvas em 2011.


O Esquema da tragédia - CPI criada após tragédia na região serrana
cita desvio em quentinhas e vans escolares em Nova Friburgo (RJ)

Foi contratada uma empresa para garantir a locomoção de estudantes de áreas rurais para escolas municipais situadas na região central do município. O programa de transporte escolar custou aos cofres do governo municipal R$ 775 mil.

Utilizaram a tragédia para tirar proveito da lei de licitações - renovaram várias vezes o contrato emergencial. A empresa escolhida para oferecer o serviço, gastou toda a verba em apenas 40 dias com vans e ônibus que, de acordo com a Secretaria Municipal de Educação, percorreram quase dez mil quilômetros em cada dia de aula.

Supondo que o período letivo tenha 200 dias por ano, os veículos de transporte escolar de Nova Friburgo percorreriam uma distância de mais de 1.700.000 km.
Eles poderiam dar 20 voltas ao mundo!.








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